segunda-feira, novembro 22

As metáforas entre a educação, a economia e o trabalho, de Joaquim Azevedo

A metáfora do VOO da BORBOLETA – no passado era fácil traçar o futuro escolar, profissional e familiar, agora o futuro é um contexto de imprevisibilidade, turbulências. A beleza do voo das borboletas esconde um segredo: em cada dia e em cada momento em que o voo se inicia, ele nunca se repete. Vivemos cada vez mais em fases de transição...

A metáfora da PRIMEIRA PEDRA - um diploma já não é o telhado da casa, representa apenas a sua primeira pedra. Não o possuir é desde logo um factor de risco de exclusão mas a sua qualidade é essencial para uma construção segura do nosso futuro. A escola e a universidade esquecem-se que são essas primeiras pedras, acham errado educar.

A metáfora do CARTÓGRAFO - hoje pode-se dizer que um diplomado é um cartógrafo. O cartógrafo nunca possui todos os dados, vai escuntado, desenhando lugares e rotas, dando forma ao desconhecido. De modo semelhante os percursos escolares e profissionais devem ir sendo construídos, devendo nós construir continuamente o nosso mapa de competências, uma arca que se desactualiza e se tem de reactualizar de tempos em tempos.

A metáfora do TESOURO - As mulheres e os homens continuam escondidos atrás dos alunos e dos formandos, a humanidade que mora em cada aluno ou formando permanece ocultada, adormecida, esquecida. Cada vez mais os sistemas educativos e os seus orientadores se interessam mais em tesouros socioeconómicos do que nos tesouros humanos.

A educação deve preparar cada ser humano para elaborar pensamentos autónomos e críticos e para formular os seus próprios juízos de valor, de modo a poder decidir, por si mesmo, como agir nas diferentes circunstâncias da vida.

segunda-feira, novembro 15

Vamos sair...



Ser Surdo – conta um testemunho auto-biográfico e comentários de uma docente e uma intérprete de língua gestual no dia 18 de Novembro, pelas 21 horas, na Livraria Almedina do ArrábidaShopping em Gaia.

VI Congresso Internacional de Formação para o Trabalho Norte de Portugal/Galiza – nos dias 25 e 26 de Novembro no CACE Cultural do Porto vai-se falar sobre aprender (par) a trabalhar. Uma organização interessante composta por 4 conferências, por criação de grupos de trabalho, por criação de 5 oficinas de trabalho e ainda por 5 sessões temáticas. Participações de Oradores e Comentadores (onde é que eu já vi isto!) tais como: Rui Rio, Luis Pais Antunes, Carlos Boticas, Miguel Zabalza, José Tejada, Joaquim Luís Coimbra, Luís Alcoforado...E sim, paga-se: 50€ profissionais e 25€ estudantes.

sábado, novembro 13

Keep that feeling in your words



LOVE
ROMANCE
HAPPINESS
COURAGE

Please find the words...
Feel it.

FRIENDS
EMOTIONS
REASONS
HANDS

Find it.
Please feel the words.

O Silêncio Proibido

Já não se permitem silêncios. É obrigatório falar.
Falar, falar, falar... mesmo que banalidades, mesmo que citações mal feitas ou bem feitas, mesmo que não se perceba nada do assunto. Falar, falar, falar... para marcar presença, para se ser notado... para se PARECER ter personalidade.

Não se caia em fáceis e incorrectas conclusões quanto ao silêncio. O silêncio é uma arma, como diz o poeta, e é sempre uma forma de comunicação.

Falar é um dos símbolos da modernidade. Está na moda falar. Falar em múltiplas versões, em múltiplos momentos...10 palavras em cada 2 segundos, as mesmas palavras em cada 2 minutos...

Falar sem saber como, quando e o quê é bem pior do que estar em silêncio.

terça-feira, novembro 2

Num momento de zapping...


Para que um diálogo exista é preciso primeiro perguntar e depois OUVIR


Frase retirada do fim de um programa da TV5.

De Rodrigo Leão, Cinema



O novo cd do Rodrigo Leão é excelente. 15 canções cinematográficas de alta qualidade, desde:Rosa,Happiness, Jeux D’Amour, Deep Blue, Lonely Carousel e claro...Cinema.

...Let me hold your hand
Please, let your heart beat again.

Baroff, bolo de aniversário,questionários flurescentes...e agora...Os Matinée


O mais fácil de se fazer é criticar o que outros fazem, todos somos comentadores.
O mais difícil de se fazer é criar e fazê-lo bem.

E vem-nos à memória uma palavra batida...Parabéns!!