sábado, março 12

Do que não dá para ver



Foi naquela chávena azul e em todo aquele café, que toda aquela respiração foi partilhada. Em minutos de mudança, de amor...uma e outra vez, muitas vezes. A colher do café que dançava nas mãos que tinham tocado no piano...aquela canção sem gravidade. Estava tudo decorado por um papel de parede e por quadros fotográficos que se falassem diriam que o amor é mesmo assim...uma e outra vez, muitas vezes. O açucar estava em parte derramado na mesa, em parte espalhado no ar...e haviam distrações que faziam voar e ter a certeza de não querer dizer adeus. Foi no registo da voz e na letra das canções partilhadas que tudo se manteve na mesma. O amor é mesmo assim...uma e outra vez, muitas vezes.

1 Comments:

Blogger polegar said...

e doce, muito doce, como açúcar. e forte, muito forte, como café...

10:55 da manhã  

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