quinta-feira, junho 30
Agora que o verão se aproxima chegam as memórias de um alentejo sem limites, dos fins de tarde inesquecíveis, do calor aterrador, dos cantares alentejanos, da merecida preguiça, da brancura das casas, da cortiça amontoada, dos cães já velhos, do cheiro da terra...
quarta-feira, junho 29
terça-feira, junho 28
Faz algum sentido trabalhar?
Todos procuramos dar sentido às nossas vivências e aos nossos impulsos, porque não é possível haver motivação senão houver sentido ou significado. Uma pessoa pode sentir-se motivada por um trabalho que pode ser aborrecido para outra, pelo seu diferente significado. Recorde-se a história de dois pedreiros medievais. Um estava esgotado e o outro cantava a seguir ao duro trabalho. Perguntados ambos sobre o que tinham estado a fazer, o primeiro disse: “carregando pedras pesadas durante todo o dia”; o outro disse que “estava a construir uma catedral”.
De Manuel González Oubel
segunda-feira, junho 27
Talvez paixões envoltas
Talvez a palavra encontre o sentido escrito no céu no dia em que tu abras a porta do desejo íntimo de uma vontade por se cumprir.
O solar das paixões.
Numa areia sentida encontrada num Porto molhado,
carregado de um pecado que não se cumpriu por inteiro.
De ruas pedradas em busca da arte encantada,
das ruas estreitas envoltas pelo vento norte.
Talvez a palavra encontre sentido no ritmo louco das notas de música que Chopin escreveu.
quinta-feira, junho 23
Véspera de S.João
indispensável neste dia...
MARTELO
PALAVRA CARAGO
RIO DOURO
SAPATILHAS
ALHO PORRO
PÉZINHO DE DANÇA
SALTAR À FOGUEIRA
MÚSICA POPULAR
FOGO DE ARTIFÍCIO
MUITA GENTE
SARDINHAS
BERROS
BROA
BEIJOS
MAR
LUZES A PISCAR
MANJERICO...
quarta-feira, junho 22
Casual Day
Aquele dia em que os profissionais “empresariais” vestem a pele de profissionais “casuais”, em que tudo é levado a sério mas com a roupagem de tá-se bem. É uma ideia original, menos mal.
Mas e se em vez disso dessemos vida aos papeís e eles podessem voar, abrissemos todas as janelas e deixassemos entrar ar puro, carimbassemos as cabeças dos directores com o símbolo de proibido falar, criassemos uma happy hour com bar aberto na esquina ao lado, brincassemos ao “divertido” em vez do habitual ao “sério”...
Mas e se em vez disso dessemos vida aos papeís e eles podessem voar, abrissemos todas as janelas e deixassemos entrar ar puro, carimbassemos as cabeças dos directores com o símbolo de proibido falar, criassemos uma happy hour com bar aberto na esquina ao lado, brincassemos ao “divertido” em vez do habitual ao “sério”...
terça-feira, junho 21
360º
Prestes a fazer um ano, o RECURSOS HUMANOS MARCAM, voltam a mudar de template porque assim foi durante cada uma das estações do ano. Agora um blog mais suave, a preparar-se para o calor e principalmente para as mudanças que hão de chegar.
Obrigado pela presença de todos os que por aqui têm passado!
segunda-feira, junho 20
From Jay Leno...
Na vida devemos sempre correr e ler.
Correr sempre à frente dos nosso medos, ultrapassando os nossos obstáculos.
E Ler dos livros dos outros as aprendizagens para as nossas vidas.
Will Smith
Correr sempre à frente dos nosso medos, ultrapassando os nossos obstáculos.
E Ler dos livros dos outros as aprendizagens para as nossas vidas.
Will Smith
sexta-feira, junho 17
As palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
terça-feira, junho 14
quinta-feira, junho 9
GO
O Punto dos arranques, dos recuos, das declarações, das pedras da praia armazenadas, das cassetes prescritas para momentos de efectiva comoção, dos berros de alegria, das desafinações totais, das esperas, das entregas, do tabelier estragado, do rádio não roubado, do casaco roubado, dos riscos feitos à entrada da garagem, das muitas viagens na IC1, das noites não dormidas, do puxador da porta de trás que deixou de fechar sozinho, de todos aos saltos lá dentro, das curvas apertadas, da limpeza por dentro e da sujidade por fora, da matrícula que levou tempo a decorar, do guarda-chuva na mala (no inverno), da areia (no verão), dos passeios e paragens pela Foz, da chave deixada na fechadura, das portas deixadas abertas...
segunda-feira, junho 6
é verdade tudo aquilo que escreveste nos poemas
todas as rimas, as reticências, as interrogações
e também é verdade aquela história de que o amor é como uma onda consecutiva.
A maioria do tempo a vida é mesmo assim, tinhas razão.
É um mapa sem aquele lugar que procuramos.
É um lugar que quando encontrado nunca mais ninguém descobrirá.
Mas paro por aqui.
Continuas agora tu na tua língua
Sem as minhas metáforas, as minhas repetições
À boa maneira de quem esconde a lágrima por detrás de um breve sorriso
Continuas agora tu


