segunda-feira, junho 6



é verdade tudo aquilo que escreveste nos poemas

todas as rimas, as reticências, as interrogações

e também é verdade aquela história de que o amor é como uma onda consecutiva.

A maioria do tempo a vida é mesmo assim, tinhas razão.

É um mapa sem aquele lugar que procuramos.

É um lugar que quando encontrado nunca mais ninguém descobrirá.

Mas paro por aqui.

Continuas agora tu na tua língua

Sem as minhas metáforas, as minhas repetições

À boa maneira de quem esconde a lágrima por detrás de um breve sorriso

Continuas agora tu

2 Comments:

Blogger polegar said...

não páres, deixa sair. que nas palavras, mesmo que sem retorno, encontras o consolo. porque foram ditas.
gosto de te ler assim.

2:38 da tarde  
Blogger Damon said...

E nas palavras repetidas ao expoente da loucura telefónica... "enfim..."

5:10 da tarde  

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