sexta-feira, julho 29

Ainda uma liturgia de uma solidão acompanhada.

Eu já não sei se sei o que é sentir...
Se por falar falei pensei que se falasse era fácil de entender...
é o amor que chega ao fim..um final assim-assim...

(de sónia tavares)


e assim será. como o previsto. como o prometido. como o combinado. sem pensar. para ser.

quinta-feira, julho 28

Mário Soares é fixe outra vez?

quarta-feira, julho 27

há sempre lugar para mais alguém


terça-feira, julho 26

To L

...

A inspiração que sempre é precisa foi tão fácil de encontrar.
Encontrei-a nas palavras que disseste, nas linhas do teu olhar.
E ainda está em aberto...a navegar.

E assim somos navegadores e descobridores
Que iniciámos uma viagem que é feita de imprevistos.
Mas em que juntos, faça o tempo que fizer,
Navegaremos para sempre e descobriremos sempre mais...

E o mar, esse, voltará mais uma vez...e outra...e mais outra
Quantas for preciso, quantas vezes quiser...
Porque as pegadas, aquelas que lá deixamos,
E a rocha, a melhor de todas as que lá estão,
São só nossas e só nós as conhecemos.

segunda-feira, julho 25

Gift

I know there were days that I left you when you needed me most, so please forgive me for the times that I made you cry. Life sent to me signs to know how simple things matter. If I didn’t realize I'll try to do my best so I don’t fail this time. Not anymore. I guess this must be a kind of a modern love because I’ll love till the day that I die.

sexta-feira, julho 15

Um mar aqui bem perto


Um mar que veio ter a esta praia, de forma diferente da outra que já conta anos…os tais que marcam.

…a tudo o que for festa, romaria, espectáculo de folclore, teatro, manifestação, comício, discurso do padre. E vamo-nos divertir como nunca… mais.

Mais uma vez partilhamos palavras escritas que ao contrário das faladas foram sempre menores…mas marcaram.

«Amanha é uma vida inteira»...


.um obrigado desta praia.

Marcadamente Estranho

Assim somos.

…Há um quarto estranho, ao cimo de umas escadas estranhas, numa casa estranha de um país estranho de um mundo estranho…

Assim somos.

…desilusões, angústias, tristezas, mas também alegrias, sorrisos, elogios, humor, felicidade, amizade, exultação, frenesim, gargalhadas, abraços, beijos, olhos e amor, inevitavelmente, amor.


.um nada estranho obrigado.

Polegadas Lisboetas

É dessa Lisboa desconhecida, cosmopolita, perdida na luz. Dessas pontes para o mundo. Da guitarra do fado que se faz na esquina.

Cidade Saudade que és.

Dos bairros que são castelos. Das ribeiras de um Tejo que é refrão.

Todo o pregão da praça colorida dos pombos de sonho perto.

.obrigado pela presença.

quinta-feira, julho 14

Portuguese Politique by Sócrates


Desculpem lá as hegemonias e as maiorias, mas...
Haja pachorra para aturar mais um governo incongruente e mais um Primeiro Ministro sem palavra. Depois de uma maioria absoluta que José Sócrates obteve não consigo entender como é que ele não é inteligente ao ponto de não cumprir com as poucas promessas/objectivos a que se propôs.
Não bastou Durão Barroso não ter feito o que prometeu, vem agora José Sócrates fazer exactamente o mesmo que tanto criticou? Mas mais, não chegou Santana Lopes cometer erros primários de política?
A José Sócrates, em poucos meses, deu-lhe a chamada branca. A branca dos 150.000 empregos, a branca de não aumentar os impostos, a branca de não aumentar as reformas abruptamente...isto assim dá pena, ainda por cima quando tinha pouca coisa para se lembrar já que as suas propostas para o país se contavam pelos dedos de uma mão.
Só espero que Sócrates não esteja a destruir o sonho dos muitos que ainda acreditaram nele (não fui um deles) e não seja mais um da amálgama incompetente de políticos portugueses.

quarta-feira, julho 13

Find another reason…



Os sinos acabam de tocar no despertador e assim acontece no último sonho antes de acordar.

O café da manhã não vai apetecer.


A “chiquelete” das 10 horas às 10h05 já não vai ter sabor.


O ar condicionado vai continuar sem existir.

Os telefones vão tocar com as mesmas perguntas do outro lado.

O relógio não vai parar e vai estar na hora de almoçar.

Mas existem outras razões…

segunda-feira, julho 11

Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.


Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.


De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.


(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)


Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.


Alexandre O'Neill

sexta-feira, julho 8



O TERRORISMO NÃO TEM DESCULPAS

quinta-feira, julho 7

Eu nasci loira


…mas o cabelo escureceu, as sobrancelhas também e agora pinto para ser loira.

…queria ter nascido em Espanha e agora pago para ir para lá de férias, pelo menos isso!

…tenho 3 telemóveis mas só um é que funciona.

…tenho sentido de humor, riu-me das piadas que dizem sobre nós, as loiras, embora não as perceba.

…procuro ter opinião própria influenciada sobretudo pelos outros.

…gosto de ler, escrever, ouvir boa música…leio o 24 horas, escrevo sobre coisas banais e adoro portugueses a cantar em brasileiro.

…gostava de ter nascido outra vez!

quarta-feira, julho 6

A melhor banda sonora para hoje


Era uma vez os três
Os famosos moscãoteiros
Do pequeno Dartacão
São bons companheiros

Os melhores amigos são
Os três moscãoteiros
Quando em aventuras vão
São sempre os primeiros

Quando eles vão combater
Já não há rival algum
O seu lema é um por todos
E todos por um

O amor da Julieta
É o Dartacão
E ela é a predilecta
Do seu Coração

Dartacão, Dartacão
Correndo grandes perigos
Dartacão, Dartacão
Persegues os bandidos
Dartacão, Dartacão
E os três moscãoteiros
Longe vão chegar...

Dartacão, Dartacão
És tu e os teus amigos
Dartacão, Dartacão
Em jogos divertidos
Dartacão, Dartacão
Vocês são moscãoteiros
A lutar...

terça-feira, julho 5

Enfim...


para as discussões,
para as habituais desilusões,
para os executivos pior do que chatos,
para o raio do governo e dos políticos,
para o Presidente da República pastel,
para as inflexibilidades,
para a falta de pontualidade dos portugueses,
para as filas no trânsito,
para a falta de tempo,
para as piadinhas sem piada mas que temos que nos rir,
para os telejonais e telenovelas da TVI - mas que praga!,
para os telefonemas menos bons,

...to be continued...

segunda-feira, julho 4

De um corpo cansado de volta às palavras


Correram anos parados na confusão dos pensamentos e das acções e só agora as letras se juntam para fazer sentido, ainda precário e à procura de justificação, que ganhe cada vez mais e maior significado.

Em volta de cenários mais modificados as palavras reúnem-se porque precisam de dar voz ao sentimento e traçar um novo futuro. Precisam de transpirar, de se cansar e de esgotar o corpo. Porque a mente, essa... Porque os olhos, esses, estão cansados.

De todo esse passado ainda presente há um conjunto de palavras que podiam ser escritas mas apenas estas ficaram: de um corpo cansado.

sexta-feira, julho 1

Um vento que se aproxima

Saltei do meu tempo porque achei que havia outro melhor ou porque este já não era o lugar. Agora chegado a ele, tempos passados, ressoam as palavras que ficaram, as pessoas que passaram e a vontade de tudo um dia se repetir. Não existiram momentos partilhados em vida, apenas momentos partilhados em palavras transmitidas e sentidas. Nem sempre bem entendidas porque nunca conjugadas pelo mesmo sujeito. Sujeitos sem sexo marcados pelas convicções das vontades, mesmo as nunca abraçadas. Foi um abraço a um novo mundo, a um amor moderno. Sintonizamos no mesmo canal. Existimos em ecrã. Desaparecemos no ecrã. Mas quase perto do fim ainda somos. Ainda vivemos as horas a passar pelo corpo, pelas mãos que nunca se poderão tocar. Esperamos pelos 360º de duas metades diferentes. Ou então esperamos pela exposição fotográfica dos nossos desvios de olhar. Dos nossos olhares. Dos dos outros. Dos permanentes outros. Foram eles ondas que partiam, que chegavam, e que cobriam a areia e os pés debaixo dela. De noite, de dia. Entre luzes cerradas, entre imensos clarões. Rebentando espontaneamente no ar palavras...que podiam ter sido berradas, sussurradas...aos outros...ou entre nós. Foi apaixonadamente desta maneira engraçada que nos encontramos num terreno em que ora fomos a praia ora fomos a onda. E, pensando melhor, vivemos. Vivemos desta maneira engraçada em que estamos apaixonados pelo silêncio, pela espera, pela resposta, por aquela pessoa.